sábado, 16 de fevereiro de 2008

Sabe aqueles momentos em que tudo o que você escreve parece de alguma forma representar a fuga de pensamentos indesejáveis? Pois sim... O texto a baixo manifesta um desses meus momentos.

Só mais uma de tantas
Gleiciane Freitas

Que ser cético é capaz
de invocar a um deus diante do medo de si mesmo?
Minhas crenças renegam-me
Meus valores confundem-se
Meus sentidos enganam-me
Se palavras machucam
O que dizer então dos pensamentos
esses sim corroem
Carrego pensamentos desbravados
em palavras acorvadadas
Como pode ao meditar tornar-me triste?
Seres ignorantes são por acaso mais felizes?
Se nada que vejo é realmente o que existe,
então porque existe tudo o que vejo?
Por que tanto tempo destinado
a insana e tosca necessidade
de ver desenvolver minha própria razão?



Nenhum comentário: